As ruas passam;
Mudam de lugar,
de nome,
de cara
e de trajeto;
Mudam os materiais que cobrem o solo
ou o solo descoberto;
As pessoas
o que fazem
o que são;
os bichos,
as plantas
Morrem e mudam de lugar;
Os calendários passam,
Tudo isso passa.
E num lampejo de alegria,
de olhos fechados,
respirando o ar
úmido,
e o vento que corta meu rosto
a cada gota que ensopa,
Percebo:
a chuva que cai é a mesma de sempre.