e pra todos aqueles que pensam
amor é pertencer
e para todos aqueles que amam
como pudessem ter
todos quem todos têm
viessem a saber
só mesmo vale é a liberdade
que amando posso morrer
segunda-feira, março 22
quarta-feira, março 10
Divisor de Águas
Vento gelado me seca os olhos. 40 dias de viagem. Canções, filmes, salas de cinema. Amor e sexo. Fidelidade, lealdade, traição. Final. Saudade. Gratidão. Não sabia que era possível terminar uma amizade. Não sabia que era possível amar tranquilamente. Romântica nostalgia boêmia viva em meus dias. Dias sem hora, dias sem tabelas, sem números, infinitos. Trilhas sonoras que vão e vêm. Aproveito este fim de tarde com a certeza e o conforto de quem volta - para esta cidade, para esta vida. Galhos secos e frutos que começam a aparecer. O sol. O fim da neve, de manhãs geladas, belas e preguiçosas. Como estava antes? Como estou agora? E por que esta impressão de que tudo fica mais claro quando já passou? Emociono-me com minha própria jornada interior nesses últimos 40 dias. Serena. Volto pra casa serena e segura. Quando o vento para sinto o calor do sol all over me. It burns. Ça brûle. Fait bien. fait froid. Mon coeur chauffé. Equilibra. Acho que agora sei quem sou, quem fui. Acho que posso ser íntegra àquilo que sinto, à forma como vejo o mundo. Queima meus olhos a luz forte e o vento seco. Resisto. Aqui está bom. Meus pensamentos confortáveis. O calor, o frio e o cheiro de tabaco não-industrializado enrolado por mãos jovens. Lenine canta e posso ser brasileira. Mais e mais nacional.
Eu quero é botar meu bloco na rua.
8.3.10
Paris, França
atrás da Notre Dame
à beira de la Seine
| Paris, Fevereiro de 2010, por Marília Moschkovich |
Assinar:
Postagens (Atom)